Algo que me fascina é observar como cada pessoa se relaciona de uma forma diferente com os espaços da cidade, com a arquitetura e com as artes.
Estas formas diferentes e tão variadas de se relacionar com o urbano, a arte e a arquitetura se reflete, evidentemente, na forma como enxergamos a cidade, a arquitetura e as artes.
É verdade que nem todos conseguem expressar bem suas visões e percepções sobre a cidade, por outro lado existem aqueles como Amy Casey, artista americana, que mostra com absoluta maestria o seu modo peculiar de enxergar e interpretar a cidade.
Além das pinturas abaixo é possível ver mais trabalhos e parte do processo de tabalho de Amy Casey em seu site e em seu blog.
Aqueles que já leram o livro Cidades Invisíveis, de Italo Calvino, provavelmente se lembrarão de passagens e de cidades descritas no livro ao verem estas belas pinturas.
A sueca IKEA, líder mundial na venda de móveis, lançou recentemente sua primeira loja na cidade de Nova York e para chamar a atenção para este lançamento fez uma inusitada e extremamente bem sucedida campanha publicitária.
Os produtos IKEA são reconhecidos por seu design e pela praticidade de montagem, desmontagem e transporte. Se são estes os atributos reconhecíveis nos produtos IKEA por que não utilizar estes atributos em sua publicidade?
(Aliás, esta é uma pergunta que deve servir de princípio orientador em toda ação publicitária.)
Usando os princípios de seus produtos, a IKEA colocou “caixas de seus produtos” em pontos estratégicos de Nova York, mas as “caixas”, como você pode ver abaixo, eram na verdade apartamentos estúdio, recheados de produtos IKEA.
Para ser ainda mais coerente com seus produtos os pop up apartments da IKEA - que é como foram chamadas as “caixas” - não eram fixas, mas transportadas para outros lugares de NYC.
A ação foi extremamente simples, de altíssimo impacto e gerou enorme repercussão, garantindo loja cheia na inauguração, demonstrado que ser autêntico, coerente e criativo é um caminho fundamental para uma empresa e para sua publicidade se destacarem.
Você sabia que a desacelaração e a parada de trens e metrôs são momentos críticos quanto ao desperdício de energia?
Pensando em solucionar este problema o taiwanês Peng Yu-lun se perguntou se os trens realmente deveriam para nas estações, e sua resposta foi: Não!
Pode parecer loucura, mas é um fantástico exemplo de um pensamento out of the box e como uma solução criativa pode mudar tudo, mesmo as idéias e modos de fazer mais estabelecidos e que inicialmente podem parecer imutáveis.
“É possível fazer o primeiro desenho se tornar um objeto, projetando diretamente no espaço?”, no esforço de responder a esta pergunta o grupo de designers suecas, FRONT, criou o que elas chamaram de “Sketch Furniture”.
O trabalho consiste em transformar desenhos feitos à mão, no espaço, em móveis.
Através de softwares e equipamentos de captura de movimento, gerava-se um arquivo com informações 3D bastante precisas que depois eram “impressas” através de prototipagem rápida transformando o desenho em objeto real, 3D.
Ainda que o design das peças não seja uma unanimidade, o importante neste projeto experimental é explorar os limites da tecnologia, do design e do gesto, enquanto criador de forma.
Confiram o vídeo que mostra todo o processo, desde o desenho à mão, no espaço, até a prototipagem e “materialização” dos móveis.
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