A sueca IKEA, líder mundial na venda de móveis, lançou recentemente sua primeira loja na cidade de Nova York e para chamar a atenção para este lançamento fez uma inusitada e extremamente bem sucedida campanha publicitária.
Os produtos IKEA são reconhecidos por seu design e pela praticidade de montagem, desmontagem e transporte. Se são estes os atributos reconhecíveis nos produtos IKEA por que não utilizar estes atributos em sua publicidade?
(Aliás, esta é uma pergunta que deve servir de princípio orientador em toda ação publicitária.)
Usando os princípios de seus produtos, a IKEA colocou “caixas de seus produtos” em pontos estratégicos de Nova York, mas as “caixas”, como você pode ver abaixo, eram na verdade apartamentos estúdio, recheados de produtos IKEA.
Para ser ainda mais coerente com seus produtos os pop up apartments da IKEA - que é como foram chamadas as “caixas” - não eram fixas, mas transportadas para outros lugares de NYC.
A ação foi extremamente simples, de altíssimo impacto e gerou enorme repercussão, garantindo loja cheia na inauguração, demonstrado que ser autêntico, coerente e criativo é um caminho fundamental para uma empresa e para sua publicidade se destacarem.
Você sabia que a desacelaração e a parada de trens e metrôs são momentos críticos quanto ao desperdício de energia?
Pensando em solucionar este problema o taiwanês Peng Yu-lun se perguntou se os trens realmente deveriam para nas estações, e sua resposta foi: Não!
Pode parecer loucura, mas é um fantástico exemplo de um pensamento out of the box e como uma solução criativa pode mudar tudo, mesmo as idéias e modos de fazer mais estabelecidos e que inicialmente podem parecer imutáveis.
Uma solução simples, mas extremamente criativa é sempre a melhor resposta a um briefing.
Neste caso o produto era o celular LG Viewty e o objetivo mostrar para um grande número de pessoas seus principais atrativos: sua ótima câmera e seu “avantajado” display. A solução criada pela Uzina foi este outdoor:
Aqui você vê o making-off da instalação:
Mais um excelente exemplo de que a complicação deve ficar por conta de quem cria e planeja as ações de publicidade e marketing e não por conta de quem vê a campanha, para estes era só passar pelo outdoor para ver, com absoluto destaque, como câmera e display funcionavam. Simples assim.
“É possível fazer o primeiro desenho se tornar um objeto, projetando diretamente no espaço?”, no esforço de responder a esta pergunta o grupo de designers suecas, FRONT, criou o que elas chamaram de “Sketch Furniture”.
O trabalho consiste em transformar desenhos feitos à mão, no espaço, em móveis.
Através de softwares e equipamentos de captura de movimento, gerava-se um arquivo com informações 3D bastante precisas que depois eram “impressas” através de prototipagem rápida transformando o desenho em objeto real, 3D.
Ainda que o design das peças não seja uma unanimidade, o importante neste projeto experimental é explorar os limites da tecnologia, do design e do gesto, enquanto criador de forma.
Confiram o vídeo que mostra todo o processo, desde o desenho à mão, no espaço, até a prototipagem e “materialização” dos móveis.
Vivemos em cores, mas como abordar e apresentar a alguém este tema tão rico? Eduardo Morais em seu “Words and Thoughts in RGB” dá uma belíssima resposta na forma de um mini-documentário envolvente, instigante e com belíssimas imagens.
Quando pensamos sobre cores abrimos um imenso leque de possibilidades. Podemos falar de aspectos técnicos descritivos da cor (como sua freqüência de onda, por exemplo), podemos falar das diferentes percepções pessoais de cor (será o que você chama de verde é o mesmo que a pessoa ao seu lado chama de verde?), podemos falar sobre a percepção de cores ao longo da história (sabia que acreditava-se que os antigos gregos eram daltônicos?), etc.
Neste mini-documentário “Words and Thoughts in RGB”, Eduardo Morais aborda todos estas nuances além de falar sobre a nominação e sistematização das cores (com escalas Pantone, cores web, etc.), significados e sensações associados às cores, eexplica as diferenças entre cores primárias de luz e de pigmento.
Mas ao contrario do que alguns podem pensar este mini-documentário não é para técnicos ou designers, ele é uma experiência visual belíssima e que certamente agradará a todos.
“Words and Thougths in RGB” de Eduardo Morais foi premiado no Ovarvideo 2005, FEST 2006, Tom De Vídeo ACERT 2007, Arouca Film Fest 2007 e foi apresentado em importantes eventos como o Vila do Conde International Short Film Festival 2006, Videoevento Turin 2006 e Jovens Criadores 2006.
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